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domingo, 3 de agosto de 2014

Download do Diário de Ernesto Che Guevara na Bolívia


Ao sul do capital - podemos ler os pensamentos de um ícone morto há 45 anos, após ser capturado durante a guerrilha boliviana em 1967. Ernesto "Che" Guevara de la Serna teve suas memórias do conflito armado disponibilizadas na internet pela primeira vez.


O jornalista e pesquisador boliviano, Carlos Soria Galvarro afirmou que: "o objetivo é que um documento histórico esteja ao alcance de todos. A internet permite que esteja ao alcance de todo mundo para saber o que aconteceu há 45 anos", disse à AFP Soria Galvarro, que dirige o portal www.chebolivia.org.

Com um dicionário de espanhol nas mãos podemos acompanhar o dia-a-dia de Che desde a sua chegada à Bolívia, em janeiro de 1967, até véspera de sua captura, em outubro do mesmo ano – o internauta encontra registros das impressões, dificuldades e preocupações vividas pelo combatente socialista enquanto comandante da Guerrilha de Ñancahuazú.


Soria Galvarro teve acesso ao diário original na década de 90, quando a Bolívia recuperou o documento, depois de uma empresa inglesa ter tentado vendê-lo em um leilão público. Desde então o documento está nos cofres do Banco Central da Bolívia.
O governo boliviano já divulgou as cópias manuscritas do diário de Che em outubro de 2009, com uma edição limitada de cerca de 1.000 exemplares, mas agora o histórico material está à disposição de todos.
Che Guevara foi assassinado em 8 de outubro de 1967.



Transcrição do diário original em espanhol em formato PDF - 3.4 Mb. (clik aqui!!)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ernesto "Che" Guevara e a ternura


Muitos tem a imagem de Ernesto Che Guevara apenas como um revolucionário, alguém que tira vidas paradoxalmente para beneficiar algumas. No entanto muitos se esquecem que antes de ser um revolucionário Ernesto escolheu salva-las. Era um médico, apaixonado por seu continente, não se dizia argentino, mas um latino americano. Durante toda sua viagem por este continente, Che tirou fotos que expressam toda sua sensibilidade. Mesmo em seu período revolucionário, depois de ver mortes e atrocidades seu olhar conseguia captar a beleza. "E preciso endurecer-se sem perder a ternura jamais!" sempre repetia ele. Esta máxima movia seu coração: la ternura. Sua revolução estava baseada no extraordinário: "Quando o extraordinário se torna cotidiano, é a revolução." 


Este é meu Ernesto "Che" Guevara. Um homem que não só lia textos marxistas mas também Gabriel Garcia Marquez e Pablo Neruda. Um homem que tinha a poesia nos olhos, e conspirava para torná-la realidade. Tal como outros verdadeiros revolucionários (Neruda, Allende, Trotsky) ele permanece altivo como um estandarte capaz de nos mostrar que é possível chegar além.